Dramaturgia em foco, Vol. 1, No 2 (2017)

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Um Camus e Dois Arrabais: notas para um espetáculo do Absurdo

Felipe Vieira Valentim

Resumo


Este artigo almejar rascunhar um diálogo entre as duas dimensões apresentadas pelo absurdo nas leituras camusianas: a sensível e a racional. Tomamos como ponto de partida a obra O estrangeiro (1942), por considerá-la um caminho de relato da vivência frente à tensão e aos limites impostos pelo absurdo. Em seguida, colocamos em análise duas dramaturgias de Fernando Arrabal, Fando et Lis (1955) e La bicicleta del condenado (1959), destacando os pontos de contato entre autor e obra para, em seguida, revelar a captura da sensibilidade absurda pelas quebras lógicas que se colocam entre a arte e a experiência do artista. Nossas considerações finais rompem com a estrutura do artigo acadêmico, de modo a explicitar continuidades entre os fios que tecem o texto, trazendo a circularidade também como uma possibilidade do diálogo aqui estabelecido.


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